Carnaval
Das festas populares do Brasil, o Carnaval é, sem dúvidas, a mais grandiosa delas e uma das poucas manifestações folclóricas que ainda sobrevivem e conseguem envolver o grande público. A história do Carnaval começa há mais de 4 mil anos antes de Cristo, com festas promovidas no antigo Egito, como as festas de culto a Ísis. Alguns estudiosos afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. De fato, em certos rituais agrários da Antiguidade, 10 mil anos A.C., homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez. No Brasil, o carnaval era chamado de Entrudo por influência dos portugueses que trouxeram, em 1723, brincadeiras e festejos carnavalescos. Muitos atribuem o início do nosso carnaval à celebração feita pelo povo para comemorar a chegada da Família Real. As pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias.
Podemos apresentar como fatos marcantes dentro da história do carnaval brasileiro os seguintes: Os carros alegóricos chegam em 1786, por ocasião do casamento de Dom João com Carlota Joaquina.
Por volta de 1846, houve um acontecimento que evolucionou o carnaval carioca: o aparecimento do Zé Pereira (tocador de bumbo). O Zé Pereira deixou como sucessores a cuíca, o tamborim, o reco-reco, o pandeiro e a frigideira, instrumentos que acompanhavam os blocos de 'sujos' e que hoje animam as nossas escolas de samba.
Até o aparecimento das primeiras escolas de samba, os cortejos carnavalescos das chamadas "sociedades" (clubes ou agremiações que, com suas alegorias e sátiras ao governo) predominavam no carnaval carioca. O primeiro clube a desfilar, em 1855, chamava-se Congresso das Sumidades Carnavalescas.
Até o aparecimento das primeiras escolas de samba, os cortejos carnavalescos das chamadas "sociedades" (clubes ou agremiações que, com suas alegorias e sátiras ao governo) predominavam no carnaval carioca. O primeiro clube a desfilar, em 1855, chamava-se Congresso das Sumidades Carnavalescas.
Essas são algumas vestimentas do carnaval:
Foliões FantasiadosPorta-Bandeira & Mestre-Sala
Passista
A música carnavalesca instaurou-se no Brasil por inspiração numa peça teatral francesa chamada “Lês Pombiers de Nanterre”. Em 1869, no Rio de Janeiro, foi apresentado no Teatro Fênix o dramático espetáculo “Zé Pereira Carnavalesco”. Nesta peça, o comediante Francisco Correia canta uma versão feita por si mesmo da peça francesa.
A letra da música em nada se parecia com o original, pois exaltava o Zé Pereira, personagem ainda desconhecido do carnaval carioca. Feito em melodia importada, a música do Zé Pereira representava a primeira tentativa, ainda que por acaso, de canção do carnaval carioca.
No século XIX havia carnaval, mas a música dançada nos bailes carnavalescos eram polcas, maxixes. Não havia letra a ser cantada. O carnaval de rua era animado por instrumentos de percussão e algumas músicas que não ultrapassavam os limites dos cordões e ranchos onde eram cantados.
Foi Chiquinha Gonzaga quem compôs sob encomenda dos dirigentes do cordão Rosa de Ouro, em 1899, uma música especificamente para o fim carnavalesco. Compositora e musicista já consagrada, registrou assim a primeira e a mais antiga marcha-rancho do carnaval brasileiro. “Ó abre alas” tem uma estrutura idêntica às músicas criadas pelos ranchos carnavalescos:
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da Lira
Não posso negar
Que eu quero passar
Eu sou da Lira
Não posso negar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar
Mesmo com o sucesso, a marcha “Ó abre alas” não foi suficiente para se dar início à produção anual de canções carnavalescas, destinadas justamente para esse fim. O que acontecia era que, as músicas que se destacavam durante o ano eram tocadas no carnaval. Foi o que aconteceu em 1904: a música “Rato, rato”, inspirada na cantilena dos compradores do roedor durante a campanha de combate à proliferação dos ratos no Rio, foi cantada pelos foliões em ritmo de polca.
A música carnavalesca brasileira de fato veio aparecer em novembro de 1916, quando o cantor Baiano lançou a música “Pelo telefone”, primeiro samba gravado em disco. Essa música foi completamente absorvida pelo público e, em 1917, foi uma das musicas mais tocadas nos bailes de carnaval.
Os anos 30, 40 e 50 foram marcados pela melhor fase da música carnavalesca, com a composição de marchas como “Dá nela”, de Ari Barroso e “Taí”, de Joubert de Carvalho e o samba “Na Pavuna”, de Almirante. Muitas dessas músicas foram imortalizadas, como “Mamãe eu quero”, de Vicente Paiva e Jararaca, “O teu cabelo não nega”, de Lamartine Babo e Irmão Valença, “Jardineira”, de Benedito Lacerda e Humberto Porto, dentre tantos outros sucessos.
O ano de 1971 entrou para a história do carnaval quando a Escola de Samba Acadêmicos da Salgueiro apresentou o samba-enredo que foi um grande sucesso no carnaval: “Festa para um rei negro”, conhecido também como “Pega no ganzê” (Zuzuca). Desde então, os sambas-enredo e músicas lançadas no meio do ano (adaptadas para o carnaval) passaram a ocupar o espaço deixado pela decadência da canção carnavalesca tradicional
A partir do final do século XX e início do século atual, Salvador e Recife vêm substituindo o Rio de Janeiro no lançamento das principais canções carnavalescas do país. Recife permanece fiel ao frevo. Salvador inventou o trio elétrico e seus artistas se preparam todos os anos não só para lançar novas músicas, como também novos ritmos e danças. As duas cidades do Nordeste mobilizam multidões não só de baianos e pernambucanos, mas de pessoas de todo o país e do mundo. O Rio de Janeiro também continua atraindo turistas, mas sua grande atração é o pomposo espetáculo proporcionado pelas escolas de samba.
Blocos de carnaval :
‘Unidos da Tijuca
‘Vai vai
‘Rosas de Ouro
‘Beija – Flor
‘Mangueira
Etc...
O carnaval da escola foi muito bom, quando nos avisaram que iria ter carnaval nosso Deus, foi uma alegria só e quando falaram que iria ter prêmio ai que achamos que deveríamos ganhar mesmo!
Preparamos tudinho, compramos serpentina, confete, apitos,...
Só que na hora que nos íamos entrar cadê as coisas? Então resolvemos entrar sem as coisas. Pegamos também uma picape e enfeitamos e entramos com ela todos alegres (ah fizemos até poupas para as passistas) a única coisa que eu acho que faltou no nosso bloco para ganhar foi à organização.
Mais tudo bem, no outro ano nós ganhamos!
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